segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Tragédia que sensibiliza diante da insensibilidade trágica que assusta...
sábado, 4 de outubro de 2008
Parábola II – Passageiro...
Ela estava passando e eu nem liguei pra ela! Passaram-se os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos, as décadas e eu nem liguei. Eu era apenas um passageiro da vida, não fazia diferença pra mim qualquer que fosse a causa, não estava disposto a me dispor, não queria ser incomodado em minha existência solitária e egoísta; queria viver apenas comigo e pra mim mesmo. Estava absolutamente certo de que a vida tinha sido feita com seus dramas e causas pra cada um viver a sua. Minha maior preocupação era não preocupar-me com nada além de mim mesmo ou com o meu prazer. Assim eu tive que caminhar em direção ao dia em que descobri; não sem dor, que eu era apenas um pequenino ser completamente dependente de um ser infinitamente maior e mais poderoso, chamado Deus; sem o qual eu era existência inútil, insignificante, sem sentido. Quando descobri isso entendi que ser passageiro da vida é correr atrás do vento, é perder tempo, é perder a oportunidade que a vida nos dá. O tempo passa pra todos, e não espera ninguém, além disso, cada um tem um tempo de vida, que passa. Aproveite o seu do jeito certo e não seja apenas um passageiro da vida; há um propósito para o qual fomos criados e ele só pode ser encontrado em Deus.
(Colossenses 1:16) Tudo foi criado por ele e para ele.
Wanderley Tome de Freitas – servo do Deus vivo – wanderleytome@ibest.com.br
sábado, 6 de setembro de 2008
Ligados
a falta, a carência,
o sentimento, a existência
a fuga, a deficiência
a crise, o aprendizado
o persistir, o vencer
o medo, o sofrer
o sofrer, a coragem
a tristeza, o pranto
a alegria, o sorrir,
a lealdade, a amizade,
o amor, a eternidade...
a eternidade, Deus...
10/04/06
wanderley tome de freitas – servo do Deus vivo.
wanderleytome@ibest.com.br
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Quem sou eu:
Quem sou eu:
Dizer quem sou eu é um desafio muito grande pra mim e impossível de fazê-lo por completo. Talvez pelo fato de ainda estar me conhecendo e descobrindo coisas sobre mim mesmo, e me surpreendendo comigo; é que posso até dizer algumas coisas, mas por mais que diga, jamais definirei totalmente quem realmente sou. Acho que sou uma mistura de coisas; algumas muito bem definidas e outras nem tanto. Costumo dizer que sou especialista em generalidades. Faço um pouco de muita coisa e não me considero especialista em quase nada. Sou aquilo que sei, o que e o quanto me disponho a aprender; um eterno aprendiz. Sou muito do que penso e transformo muito dos pensamentos que tenho em textos, por isso sou muito do que escrevo. As vezes sou uma incógnita, as vezes transparência. Sou o acúmulo de experiências que tive e tenho, de sonhos que mantenho e de outros que me permitirei ter. Sou forte na mesma proporção do quanto e de quem dependo e sou frágil na visão que tenho de minhas limitações diante das coisas que gostaria de mudar e não posso. Sou sentimento, razão, sem deixar de ser emoção. Sou paixão intensa ou desinteresse, depende da coisa e da causa. Sou sons audíveis, palavras claras e imagens nítidas, ou códigos indecifráveis; depende da forma como cada um me ouve, lê ou ver. Sou um pouco do que pensam e acham de mim e outro tanto do que penso e sei que sou. Sou um ser em formação, descoberto e descobrindo-se. Sou muito mais das intenções e atitudes boas que tenho que dos erros que cometo. Sou aberto a conhecer, ser conhecido, à declarações e definições de quem eu realmente sou; mesmo que saiba que ninguém será capaz de me definir com exatidão, nem mesmo eu; o único que pode fazer isso é aquele que me criou, Deus.
Fortaleza 18/08/08
wanderley tome de freitas – servo do Deus vivo
wanderleytome@ibest.com.br
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Aos amigos que tive, tenho e terei...
Penso que por mais que escreva e fale coisas sobre amizades ou amigos, não encerro o assunto, e sempre haverá algo a ser dito. Cada coisa a seu tempo. Fico feliz em escrever sobre o tema, porque sei que muitas das definições e declarações que faço servirão para amizades e amigos de hoje e outros que irão muito além de minha breve existência.
Aos amigos que tive, tenho e terei...
Viajando pelo tempo, em minhas lembranças, encontro muita gente... Pessoas, amigos; queridos amigos. Definir a importância de cada um, é impossível, mas é possível dizer que cada um foi, é e será muito importante na composição de minha história de vida. Quem e como seria eu sem os amigos que tive e tenho? Impossível dizer. Cada amigo ocupa um espaço importante no tempo, na época, numa fase de minha vida e história dela. Cada um com seu jeito de ser amigo, cada um com seu perfil... Se pudesse reuni-los todos, abraçaria forte a cada um e diria a todos que os amei e que os amo e que não conseguiria traduzir em palavras a importância de cada um pra mim.
As distâncias, geográficas ou temporais, podem afastar os amigos, mas não destroem amizades verdadeiras. Amizades verdadeiras são mantidas, alimentadas, nutridas; ou simplesmente sobrevivem e continuam a existir a despeito do tempo ou da distância. Amigos de verdade, se desencontram, se encontram, se buscam, acham-se; mas não se perdem. As amizades verdadeiras adaptam-se ás mudanças que a vida inevitavelmente traz à historia de cada amigo; mas o sentimento, o carinho, o afeto e a importância de cada um, mantêm-se intacta.
Não exijo que meus amigos me entendam, ou concordem comigo em tudo, espero apenas que não me julguem por simples impressões a meu respeito ou aparências; e também não me rejeitem por meu jeito de ser e pensar. Não espero perfeição de meus amigos, pois perfeito não sou; espero apenas que sejam aprendizes da vida e na vida como eu. Não espero que me amem mais que a si mesmos, pois o amor que lhes dedico não substitui o amor próprio, e sem ele, não existirão por muito tempo e sofrerei a falta deles. Espero que entendam que não posso limitar a quantidade de amigos que tenho, mas acreditem que valorizo infinitamente mais a qualidade das amizades que mantenho. Sou amigo dos meus amigos, mas sou muito amigo dos meus amigos que são muito amigos meus.
Mesmo que eu tenha idéias e definições muito claras e firmes em relação ao que espero de meus amigos, acho que não é difícil ser um amigo meu; basta querer ser.
Fortaleza 09/08/08 wanderley tome de freitas – servo do Deus Vivo!
wanderleytome@ibest.com.br
Se navegar é preciso, depender é imprescindível!
Marcos 4:35-41
Ainda quando criança, aprendi um cântico que começava assim: “Vede, cautelosamente vai, o barquinho a vagar, e o vento que é o seu motor, não o deixará parar...” Um dia desses atrás, comecei a lembrar de um fato que me ocorrera já a algum tempo, quando estávamos servindo a Deus numa pequena igreja, em uma cidadezinha do interior do Mato Grosso, chamada Acorizal, localizada às margens do Rio Cuiabá. Por vezes tínhamos de atravessar o rio de balsa, e às vezes de canoa. Fazíamos isso sempre que precisávamos visitar alguém que morava do outro lado do rio. Um dia, porém, chegamos à beira do rio, e não havia ninguém pra nos transportar para o outro lado. O Rio estava cheio, era período de chuva naquele lugar. Estava eu e minha esposa ali e precisávamos atravessar. Resolvi eu mesmo conduzir a canoa. Eu não tinha medo daquele rio, pois até atravessava-o nadando; mas Rosana, minha esposa, não arriscava ir muito além da margem, pois nem mesmo sabia nadar. Confiante em mim ela entrou na canoa. Comecei a remar. Confesso que me sobrava coragem mas faltava-me a prática. Estávamos indo bem até a metade do rio, quando inexplicavelmente pra nós, naquele momento, naquele lugar, no meio do rio, a canoa começou a girar; e parece que remar não adiantava muito, ela insistia em girar e girar. Como sempre fui mais tranqüilo em situações assim, e por ter um espírito mais aventureiro e, lógico, saber nadar; eu ria da situação, enquanto ela segurava-se mais firme na canoa e fazia apelos quase já desesperados para que eu resolvesse aquele problema. Eu pensava que em algum momento sairíamos dali; mesmo que a canoa virasse, ainda assim, poderia sair nadando com ela e chegar em algum lugar da margem. Mas, depois de alguns giros no meio do rio, e continuando a remar, saímos dali e chegamos à outra margem.
Interessante como relembrar esse fato anos mais tarde, levou-me inevitavelmente a pensar no cântico de infância que nunca esqueci e no episódio onde Jesus, muito cansado, dorme no barco sacudido pelos ventos. Não quero fazer comparações com a pessoa de Jesus e eu, apenas com o fato; e isso, guardando as devidas proporções, é claro.
Os discípulos encontravam-se diante de uma situação muito difícil. Já não tinham mais forças para lutar contra a tempestade que atingia o barco em que estavam. Usaram a força, a prática, a experiência; fizeram tudo que sabiam sobre navegação. Viram a morte tornar-se uma possibilidade real e próxima. Esgotaram-se os recursos humanos e o barco estava a mercê da tempestade. Então eles se lembraram de Jesus. Acordaram o mestre. Tão cansado estava que nem mesmo o chacoalhar do barco, provocado pela tempestade, fora capaz de acordá-lo. Despertado do seu sono, repreendeu a tempestade, o vento parou e o mar acalmou-se. Nem consigo imaginar com precisão a sensação que aqueles homens tiveram quando o vento e o mar obedeceram a Jesus. Mas tenho certeza que jamais foram os mesmos depois daquela experiência. Certamente aprenderam que é muito melhor ter Jesus sempre por perto. Que a força, a experiência, os anos de prática e conhecimentos acumulados; é poder humano, falho, imperfeito, incompleto insuficiente.
Metaforicamente falando, precisamos dar a Deus a direção e navegarmos no mar da vida sob a dependência total e absoluta daquele que “até o mar e vento lhe obedecem”. A continuação do cântico que falei no princípio diz assim: Minha vida é assim também, não vivo no mar, mas vivo a vagar. Sou como um barquinho cruzador, mas quem me conduz é o Senhor.” Navegue, viva; mas mantenha-se o mais próximo possível de Jesus, disso depende a sua vida.
Fortaleza 09/08/08 wanderley tome de freitas – servo do Deus Vivo!
wanderleytome@ibest.com.br
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Parábola
O ciclo da vida de um servo.
Retornar ao presente, pensar no futuro, viver melhor.
Ter tudo e nada, dividir o que tem, ajudar sempre alguém.
Perder pra ganhar, viver pra morrer, sem ter para ser e estar.
Caminhar para frente e para o alto, não desistir de chegar.
Aproveitar o tempo, fazer o que pode, cumprir a missão.
Saber aceitar, concordar, dizer sim; recusar, rejeitar, dizer não.
Na busca constante, aprender a cada instante, pra menos errar.
Esquecer de si mesmo, tomar a cruz, olhar pra Jesus para não naufragar.
Peregrinar aqui, ter em mente sempre, o céu é o nosso lugar.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Dá-me, oh Deus:
a força para suportar...
a coragem para confiar...
a confiança para esperar...
a vontade para começar...
a perseverança pra continuar...
a resistência pra não desistir...
a sabedoria para aprender...
a humildade para depender...
a moderação para falar...
a liberdade para perdoar...
a fidelidade para entregar...
a insatisfação para não acomodar...
a capacidade para renunciar...
a clareza para enxergar...
a visão para caminhar...
a calma para refletir...
a paz para decidir...
o discernimento para não errar...
a disposição para servir...
a paciência para ouvir...
a gratidão para obedecer...
a suficiência para amar...
a pureza para adorar...
wanderley tome de freitas – servo do Deus vivo!
servo do Deus vivo 26/05/05 wanderleytome@ibest.com.br
segunda-feira, 28 de julho de 2008
A frieza que assusta...
Da comunicação
Da política
Das atitudes
Das caras
Das conveniências
Das covardias
Das decisões
Das desculpas
Das escolhas
Das expressões
Das falsidades
Das imposições
Das invenções
Das mentiras
Das organizações
Das razões
Das reuniões
Do capitalismo
Dos formalismos
Dos gestos
Dos limites
Dos paradigmas
Dos partidos
Dos preconceitos
Dos preços
Dos privilégios
Dos relacionamentos
Dos segredos
Dos sistemas
Dos vícios
Do Cristianismo
O clima frio esfria o corpo, mas a frieza de todas essas coisas, a alma, e fazem muito mal, infinitamente mais. Wanderley Tome de Freitas 27/07/04 10:17hs
Carrapichos e a proclamação das Boas Novas.
Quando pensamos nesse fato, lembramos do nosso compromisso de espalhar as boas novas de salvação e entendemos o quanto é importante ter “as marcas de Jesus”,( Gálatas 6:17 Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.) ser “sal da terra” (Mateus 5:13 Vós sois o sal da terra;) e “luz do mundo”. (Mateus 5:14 Vós sois a luz do mundo. )É na vivência do dia a dia, no deslocamento pessoal, no ir e vir, e no estar, que a proclamação acontece, que a semente se espalha, e nascem novas vidas. É claro que quem vive na roça sempre está levando e trazendo sementes de carrapicho e as espalhando pelo chão; assim também nós, quanto mais intimidade com Jesus, mais exalaremos o seu perfume, (2 Coríntios 2:15 Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo,) espalharemos a semente das boas novas por meio de nossa vida cristã prática, diariamente. Não somos as sementes, apenas as transportamos e as espalhamos pelas terras do coração; fazer nascer é um ato exclusivo de Deus. Mas assim como os carrapichos serão espalhados e serão novas sementeiras, na vida cristã o ciclo deve ser o mesmo. (Idéia do meu brother Richard e texto meu Wanderley Tome de Freitas – servo do Deus vivo. 25/02/05)
wanderleytome@ibest.com.br
terça-feira, 15 de julho de 2008
Quero ter amigos, quero ser amigo, ou não...
Algumas amizades são marcantes na história bíblica. Marcantes porque são historias de relacionamentos e de amizades que marcaram vidas, que fizeram diferença, que marcaram épocas, entraram para a história e se tornaram exemplos para quem quer e acredita que é preciso ter e ser amigo.
Não posso deixar de citar alguns exemplos de amigos e amizades, que para mim são muito relevantes na história bíblica. Como por exemplo, Abraão, que é chamado amigo de Deus. Tiago 2:23 “e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.” Isaías 41:8 Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo.” Esse mesmo Abraão, é amigo de Ló, cujo qual ele entra em acordo e se separam geograficamente para que continuem amigos. Davi e Jônatas; uma amizade a toda prova, recheada de riscos, perigos, mas também de demonstrações de lealdade, carinho e afeto recíproco. E não posso falar de Davi sem citar algumas de suas relações de amizades. Não posso deixar de citar Itai, o Geteu, que fez uma declaração que expressa a lealdade e fidelidade que se espera sempre dos verdadeiros amigos. 2 Samuel 15:21 “Respondeu, porém, Itai ao rei: Tão certo como vive o SENHOR, e como vive o rei, meu senhor, no lugar em que estiver o rei, meu senhor, seja para morte seja para vida, lá estará também o teu servo.” Também destaco a amizade de Husai, (“1 Crônicas 27:33 Aitofel era do conselho do rei; Husai, o arquita, amigo do rei.”) que aparece como amigo do Rei Davi, mas está junto com Absalão, quando perseguia o próprio pai. Husai não estava lá traindo seu amigo, mas protegendo, pois consegue mudar os planos de Absalão e avisar a Davi seu amigo para se proteger. Cito também os amigos de Jó, que apesar de falarem coisas absurdas em um momento tão difícil da vida do amigo Jó, eles estavam lá, perto dele. E a Bíblia diz que eles foram lá para consolá-lo. “Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita; e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo.” E ainda conta o texto Bíblico que eles choraram quando viram a situação de Jó e passaram sete dias junto dele sem dizer coisa alguma. (Jó 2:12-13) Diante de tantos exemplos Bíblicos, não posso deixar de fora a amizade de Jesus e Lázaro, Jesus e João Batista; Paulo e Silas, Timóteo, Filemom e outros. Logo, por ser amizade uma realidade Bíblica, prática de grandes homens de Deus, e por que não dizer, do próprio Deus, eu posso dizer: quero ter amigos, quero ser amigo, ou não...
Quero amigos, não para explora-los e nem ser explorado, mas para usufruir da companhia, participar das lutas e compartilhar as alegrias.
Quero amigos, não para fazerem apenas cobranças, mas para assumir os riscos de serem meus amigos em qualquer circunstância.
Quero amigos, não apenas para me dizerem o que não deveria ter feito, mas para analisarem os fatos e se puderem, me dizerem o que devo ou não fazer.
Não quero amigos que tenham coragem de dizer coisas sobre mim para outros e não tenham a mesma coragem de dize-las a mim.
Quero amigos que vejam em mim o ser mais que o ter.
Não quero amigos que sempre discordem ou que sempre concordem comigo; mas quero que sejam capazes de ver minhas atitudes e de ouvir minhas idéias, pensamentos e pecados mais absurdos sem me rotularem ou rejeitarem.
Quero amigos que acreditem que dar e receber é apenas uma questão de oportunidade.
Não quero amigos que esperem sempre presentes como recompensa, mas quero que acreditem que a gratidão é uma virtude, um sentimento e uma prática indispensável em qualquer pessoa e a mais importante e gratificante recompensa.
Quero amigos que acreditem na reciprocidade da dependência.
Quero amigos que enxerguem nas diferenças algumas possibilidades de mudanças, e outras, apenas fruto da diversidade humana.
Quero amigos que consigam ver a superfície das coisas sem desprezar a essência, sejam capazes de enxergar o belo mesmo no simples, acreditem sempre em uma saída em meio ao caos e percebam o amor em pequenos gestos.
Quero amigos que prefiram o incomodo e até o sofrimento de se importar do que o conforto da indiferença.
Quero amigos que se deixem conhecer e que ousem me conhecer, ainda que isso possa trazer frustrações aos pré-conceitos.
Não quero amigos que tenham receitas prontas para tudo; quero apenas que tenham a disposição para pensar, a coragem de mudar de idéia se preciso for, e acreditem que a vida é um aprendizado constante.
Quero amigos com sensibilidade o bastante para perdoar e coragem suficiente para pedir perdão.
Quero amigos que não sintam vergonha de se emocionarem e que sejam fortes o bastante para se sensibilizarem diante da miséria e tragédias humanas.
Quero amigos que tenham senso de justiça sem perder o equilíbrio da tolerância, a beleza da misericórdia e a fascinante maravilha da graça.
Quero amigos que acreditem que saber falar é importante e que ter a disposição e saber ouvir é essencial.
Quero amigos comprometidos com a vida, com a verdade, com a transparência, com o amor a Deus e ao próximo; para isso alimentarei meu desejo e minha esperança e me esforçarei para fazer o possível para que isso seja uma realidade.
Quero amigos que acreditem que amigos são pessoas especiais e que a amizade é um patrimônio inegociável, construído e conquistado.
Já conheci muita gente, sei que tenho alguns amigos, mas sinceramente não sei quantos amigos verdadeiros eu tenho e nem quantos me consideram amigo de fato. Sei apenas que o tempo, a distância, as circunstâncias e as adversidades são capazes de revelar amigos verdadeiros.
Quero amigos, não apenas para ter, mas para ser; ser amigo e ser o melhor que puder naquilo que eu espero de meus melhores amigos.
wanderley tome de freitas - servo do Deus vivo 27/07/2005
Quem são os culpados?
Desigualdade social, um problema de muitos, responsabilidade de todos.


Penso que o melhor caminho para investir no ser humano é começando enquanto criança, pelo fato de ser mais fácil moldá-las no crescimento, que mudar adultos crescidos e endurecidos pelo tempo. Mas não simplesmente investir nelas apenas, mas na geração delas. São as crianças de lares desestruturados que formarão novos lares desestruturados, se não forem acompanhadas até que possam ser multiplicadoras de uma geração que cresce com organização e estrutura sólida, mantendo padrões de uma vida digna, enquanto olha também para o lado para enxergar o outro que padece. Penso que é preciso acompanhá-las até que o padrão de vida digna se torne cultura, com o recheio de uma boa educação e princípios cristãos capazes de nortear a vida. É tão simples de entender que os adultos de hoje, que os pais de famílias carentes, que os bandidos, criminosos, assassinos, ladrões, estupradores, pedófilos... um dia já foram crianças, que muito provavelmente cresceram em meio ao crime, oprimidos pela desigualdade em todos os sentidos. Não há como negar e fugir da realidade de que o ser humano, criado por Deus, e corrompido pelo pecado precisa de direção, sem a qual segue com uma tendência sempre para o mal. É claro que enquanto se investe nas crianças não se pode excluir os adultos, pois de alguma forma o investimento na vida deles também deve acontecer, mas o foco principal é a geração que se desenvolve para ser diferente no futuro próximo, e consequentemente mudar a realidade. Mas o que fazer diante da carência enorme, do tamanho do estrago, da desigualdade que afeta a tantos e que acaba atingindo outros tantos como conseqüência? Impossível mudar a realidade? É uma resposta que não me atrevo a dar, prefiro pensar que é preciso e possível fazer algo; que é fazendo alguma coisa, mesmo que seja pouco, que se consegue mudar. Ainda que seja pouco, mas o pouco de alguém agregado ao de outros, certamente produzirá resultados relevantes. Sei que o que não podemos fazer é esperar por quem quer que seja que deveria fazer e não faz. Penso que muitos daqueles que deveriam fazer e não fazem, são os mesmos que mantém o povo alienado, pagando por direitos e coisas que não recebem. O povo que paga salários enormes para seus representantes, e contribui com o país com uma quantidade e porcentagem grande do que ganha, cobrados através de impostos; enxerga cada vez mais seus representantes enriquecerem através de falcatruas; e sua contribuição, que junta faz um montante enorme, é muitas vezes desperdiçada país a fora. Mas como disse, não dá pra ficar esperando por quem deveria fazer e não faz, pois enquanto isso acontece, aumenta a cada dia o número de famílias carentes e lares que se desenvolvem sem o mínimo de estrutura para uma vida digna. Crianças aderem ao crime cada vez mais cedo, iniciam a vida sexual precocemente e trazem ao mundo filhos indesejados, e acumulam problemas que se evidenciam na sociedade, quer ela queira ou não. Ficar esperando por quem deveria fazer e não faz, enquanto podemos nós fazer, ainda que seja pouco, mas não fazemos, pode nos fazer tão culpados quanto. É preciso que uns contagiem outros, e de certa forma, que muitos se sintam constrangidos a ajudar. Aliás, penso que isso é um prazer que muitos precisam descobrir. Entendo que muitos até queiram fazer isso, mas falta-lhes os meios; que precisam exatamente de instrumentos, de instituições sérias, de alguém que seja ponte, que descubra as carências e que tenha meios de ajudar, repassando recursos com sabedoria e honestidade. Outros, no entanto, precisam mesmo aprender a fazer isso; precisam descobrir o prazer de ajudar e sentirem-se recompensados em ver o bem que produzirá a a ajuda dada a quem padece. É certo que diante das enormes carências do mundo, às vezes falta-nos até a exata noção do tamanho dela. Somos tentados a desistir antes mesmo de começar qualquer movimento para ajudar os que padecem; muito provavelmente pelo tamanho da carência, desproporcional ao tamanho de nossas forças ou capacidade. Ou talvez por vermos a falta de interesse de muitos, que poderiam fazer muito, mas permanecem indiferentes à miséria humana. Mas alguém tem que começar, alguém tem que dar e ser exemplo, alguém tem que contagiar outros pelo esforço e doação; até de si mesmo, em prol do outro... Alguém tem que mostrar que é possível; mesmo que não seja resolver o problema do mundo, mas no mínimo ajudar a muitos a viverem com dignidade. É preciso, no entanto, entender e jamais abrir mão da verdade absoluta de que direitos e deveres andam juntos. Que não há como separar a vida do trabalho; não há como separar o saber do esforço e dedicação para aprender; não há como separar pão de cada dia, de trabalho digno; não há como existir vida digna, abrindo mão de princípios e valores fundamentais a ela. Como já disse, não é apenas pão, comida; o problema não é apenas fome; é um conjunto de coisas que se acumulam, se desenvolvem, evoluem no tempo, e que vai passando de geração para geração. É muitas vezes uma cultura, um ciclo que se forma entre gerações que nasceram em meio à carência e se perpetuam sem encontrarem a saída para uma vida melhor. É certo que jamais iremos conseguir acabar com a miséria, com os criminosos e tudo aquilo, que de uma forma ou de outra são frutos, resultados, conseqüências de uma desigualdade, injustiça social e principalmente a falta de Deus que atinge a muitos. Mas se investirmos de forma relevante nas pessoas e principalmente nas crianças; mas não apenas nelas, mas na geração que se forma a partir delas, é muito provável que os resultados sejam bem positivos.
Recuso-me a passar pela humanidade e não fazer nada por ela. Ver tanta gente vivendo na miséria absoluta, enquanto outros esbanjam e gastam quantias enormes com aquilo que diante do valor do ser humano torna-se irrelevante; isso é mesmo um incômodo em mim.
Com certeza nem todos aqueles que receberem investimento responderão de forma positiva, por isso é certo que sempre haverá decepções; mas se tivermos feito a nossa parte, o que podíamos fazer, isso já nos servirá de consolo, além do fato inegável de que não podemos prever quem responderá positivamente e quem não; ainda assim prefiro acreditar que os que responderão positivamente serão sempre mais que ao contrário.
Não luto por igualdade em tudo; até por que, sei que isso é impossível. Gostaria apenas que todos tivessem igualdade no básico. Educação, saúde, alimentação e moradias dignas. E nisso sei que seria possível, se houvesse uma conscientização e boa vontade do mundo, onde uns compram carros de milhões enquanto outros não possuem meios de transporte dignos, e não poucas vezes isso provoca a morte de muitos à míngua, por não terem como ser socorridos a tempo. Enquanto uns possuem mansões milionárias, outros moram em barracos de lona, em condições subumanas de sobrevivência. Enquanto uns gastam milhares com hospedagens e pratos exóticos, com valores que assustam, outros moram nas ruas, comem o que encontram no lixo, e não poucos morrem desnutridos por não terem o que comer. Entendo que uma coisa não precisa exatamente excluir a outra; como disse, não luto por igualdade, mas pelo básico e entendo que é plenamente possível para muitos manterem o padrão de vida, mesmo que seja milionária, sem que o outro viva na absoluta miséria, sem o mínimo possível para uma vida digna. Mas também entendo que isso é uma compreensão que talvez jamais atinja a todos, principalmente aqueles que se mantêm muito mais ligados às riquezas da terra que aos tesouros no céu. (Mateus 6:19-21) Diante de tudo isso, o que nos resta mesmo é fazer o melhor que pudermos com o que tivermos, até que muitos sejam despertados e também passem a contribuir para mudar a realidade de muitos que sofrem. O que não podemos mesmo é permanecer inertes diante da enorme carência que enxergamos à nossa frente, enquanto esperamos por quem deveria fazer e não faz; enquanto ouvimos os debates vazios daqueles que falam muito dos problemas, mas, se não são causadores de muitos deles, no mínimo ajudam a mantê-los, por não estarem realmente dispostos a pagar o preço em busca de soluções. E muitas vezes até possuem condições, meios e formas de fazer o bem para muitos, mas interessam-se muito mais por aquilo que pode trazer mais fama, glamour, status, bens e riquezas. Poucos estão realmente dispostos a fazer algo, e não poucos são contagiados pela indiferença dos outros e permanecem inertes, indiferentes e tão culpados quanto. Entendo que muitos não fazem nada por que não conseguem mesmo ver; vivem em um nível e em um padrão de vida tão distante dos que padecem, que falta-lhes mesmo a noção do tamanho da carência dos que sofrem. No entanto, outros não se importam mesmo; possuem corações cheios de egoísmo, ganância, avareza... Controlados por essas coisas, o amor ao próximo é praticamente inexistente. Entendo que é preciso alguém enxergar e mostrar insistentemente, incansavelmente, evidenciando os problemas para aqueles que não enxergam; o drama de quem não tem moradias dignas, não tem educação de qualidade, não possuem condições básicas de sobrevivência. Crianças, tão vulneráveis, peculiaridade da própria infância, de personalidade ainda indefinida e por isso mesmo, maleável. Muito cedo se envolvem no crime, e muitas vezes os cometem da mesma forma que os adultos. Expostas às carências, vivendo praticamente sem limites, sem noção de valores morais e éticos, sem referenciais e absolutos, são facilmente seduzidas por qualquer coisa que lhes pareça dar prazer, qualquer vantagem ou ganho de qualquer coisa. Em um país onde a prostituição é praticamente institucionalizada, pregada, defendida e incentivada de várias formas; onde a pornografia tornou-se algo muito normal; as crianças não estão livres, e muitas, muito cedo se prostituem, muitas vezes apenas para se alimentarem. Muitas crianças que convivem com pais dependentes químicos, viciados em drogas, são expostas àquilo que a infância absorve e que certamente trará conseqüências para o resto da vida. Mas o desafio não é apenas mostrar, como muitos programas de TV o fazem, expondo tragédias humanas, e de certa forma até banalizando-as; mas na realidade, são insuficientes em busca de soluções realmente práticas. Por isso, entendo que não basta mostrar; é preciso ver e fazer. Mais que debater os problemas é preciso buscar soluções práticas. É preciso investir e acreditar que a diferença que a ajuda fará na vida de alguns, atingirá outros como conseqüência natural, assim como a falta de ajuda faz perpetuar a vulnerabilidade de não poucos de geração
Como disse, quero fazer a minha parte, mas sei que o que posso fazer sozinho é muito pouco. Na verdade nem sei o que posso fazer, mas sei que devo fazer o que puder. No mínimo quero disponibilizar os dons que Deus me deu, e não só os dons, mas a mim mesmo se preciso for, para que sob a direção de Deus eu seja usado para fazer algo em prol dos que padecem. Por enquanto, escrever sobre o assunto é parte do que posso fazer.
Tudo que escrevo aqui, considero apenas um convite à reflexão do que há por fazer, do que temos feito, e do que ainda devemos e podemos fazer. Penso que não adianta muito ficar a falar dos problemas que nos cercam, dos que não conseguem ver, dos que criam tais problemas, se não dermos exemplo fazendo nossa parte. Penso que no mínimo, quem enxerga deve mostrar a quem não vê, enquanto dá exemplo fazendo algo em prol de uma vida digna para alguns. É preciso que as insatisfações e as intenções transformem-se em atitudes práticas; pois quando essas coisas não são no mínimo externadas, não produzem movimento em busca de mudar a realidade, não fazem sentido, são inúteis, irrelevantes. É preciso fazer, ainda que seja pouco. Penso que a começar de nós, cristãos, precisamos avaliar e reavaliar sempre; se não nossa culpa; nossa conivência com a prática de uma sociedade muitas vezes capitalista, materialista, egoísta, gananciosa; que possui teorias muito diferentes da prática, ou mesmo, que inventa suas próprias teorias para fundamentar suas práticas, e que muitas vezes reduz o valor da vida humana à insignificância. Penso que precisamos avaliar nossas prioridades, nossos investimentos e gastos. Mas sei que isso só acontecerá quando for possível enxergar e avaliar opções de investimento. Quando houver a capacidade de olhar para a carência enorme do ser humano e entendendo o valor da vida humana, considerarmos o investimento uma opção e muitas vezes uma prioridade. Penso que a começar de nós cristãos, precisamos fugir da tentação de permanecermos no belo e apaixonado discurso do amor ao próximo, que muito provavelmente era usado pelo sacerdote e o levita de Lucas 10:25-37; para a atitude de amor na prática, do bom Samaritano, encontrado no mesmo texto. Aliás, esse texto precisa servir de auto-avaliação sempre pra cada um de nós. Qual tem sido nossa atitude diante dos que sofrem, dos feridos, dos machucados, dos que sentem dor, dos que passam fome, frio e sede? Há a atitude de sentimento, que penso ter sido a do sacerdote e do levita do texto já citado. Muito provavelmente eles sentiram dó daquele homem ferido e caído à beira do caminho, mas não fizeram absolutamente nada de prático por ele que pudesse ajudá-lo; muito ao contrário da atitude do bom samaritano. É claro que existem muitos bons samaritanos por aí, e louvo a Deus pela vida deles. Também louvo a Deus pelas instituições e ministérios que tem sido como ‘ponte sobre as águas, farol, abrigo no deserto’ para muitos. Estes têm transformado o discurso do amor ao próximo em atitudes práticas. Por isso, mais que o desejo de que eles continuem; também desejo que muitos se juntem a eles, agreguem suas forças à deles, para que possam fazer muito mais do que já fazem. Como já disse; o pouco que alguém faz já é mais do que nada fazer. Então penso em quantos ainda precisam se envolver; sair da zona de conforto e fazer da auto-avaliação uma prática constante, para não correr o risco de terem um cristianismo muito mais de sentimento, e palavras que de atitudes realmente práticas. Diante disso, não posso deixar de citar Tiago que diz: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1:27)
Enquanto penso na desigualdade social enorme; na sociedade que de certa forma a cria e ajuda mantê-la, fazendo distinção de raça, cor, condição social, status; permitindo e ajudando a manter concentrações de renda; não excluo de minha análise as igrejas, enquanto organizações e conseqüentemente maiores concentrações de força diante dos enormes desafios. Fico a pensar nos investimentos e gastos e sinceramente, confesso que meus questionamentos não são de agora. Já há algum tempo penso no quanto poderia ser feito se houvesse uma preocupação muito maior com a proclamação do evangelho em detrimento da busca pelo conforto, às vezes até exagerado de alguns. Meu coração enxerga igrejas pobres em lugares difíceis, comunidades carentes, povoados pobres e etc. lutando pela existência; muitas vezes pastoreadas por homens de fé e coragem, mas despreparados; não por culpa deles, muitas vezes, mas pela falta de investimento nos mesmos, que passam muito tempo dando e recebem muito pouco ou quase nada, e portanto carentes de reciclagem e de serem pastoreados também. Além do fator financeiro, que muitas vezes é causa de grande sofrimento para eles, por causa da ajuda de custo que recebem, às vezes quantias irrisórias. Ou até mesmo muitos lugares onde não há uma comunidade relevante... Enquanto vejo isso, também vejo muitas vezes a preocupação com prédios luxuosos; gastos e investimentos enormes, muito mais em busca de agradar salvos, que em busca de salvar os perdidos. Concentração de investimentos e gastos enquanto há tanto por fazer, e tantos lugares carentes do evangelho, que muitas vezes poderiam ser alcançados pela atitude simples de preocupar-se mais com os perdidos que com o conforto para os já alcançados. Não que não mereçam nenhum, ou que não sejam importantes, mas já que estamos falando em desigualdade, por que não refletirmos também sobre isso, pensando se não é justo, preciso e possível; pelo menos o básico para aqueles que servem, entregando-se para pregar o evangelho e se dedicam a isso, mesmo em condições muitas vezes muito adversas. Além disso, não podemos esquecer, que ‘Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.’ Por isso, os maiores investimentos e gastos devem mesmo ser em prol daqueles onde Deus habita, ou quer habitar. Mais uma vez, quero deixar claro que sou consciente de que existem grandes investimentos concentrados em alguns lugares, que visam a proclamação do evangelho de forma relevante e impactante para o maior número possível, e assim o resgate e a salvação de muitos. Louvo a Deus por iniciativas assim, pela visão e empreendimento e principalmente por que sei que o alvo maior são os não salvos. Por isso, a principal preocupação não é com o conforto dos salvos, mas com instalações funcionais e práticas que proporcione um lugar agradável e ambiente propício à pregação, reflexão e transformação de muitos. Diante disso, minha reflexão é sobre o quanto poderíamos fazer, se a preocupação de todos, fosse atingir o maior número possível. Penso que as igrejas, como já disse, enquanto organizações e concentrações de força, precisam avaliar seus investimentos e gastos sempre, para não permitirem que aquilo que é secundário tome o lugar do que é prioridade; que é a pregação do evangelho ao maior número possível. Quantas comunidades carentes espalhadas pelo Brasil carecem do evangelho, e quantos até se dispõem a ir, mas falta-lhes as condições básicas, ou quando lá estão sofrem pelas condições precárias, e não poucas vezes, a falta de apoio das comunidades que já possuem uma boa estrutura e que com um pouco de boa vontade e esforço poderiam conceder valiosa ajuda. Enfim, penso que precisamos aproveitar essa reflexão sobre desigualdade social, para que as igrejas também avaliem a existência de uma desigualdade em relação à própria missão da igreja e o que pode ser feito para que o maior número possível possa ter a oportunidade de ouvir o evangelho de forma relevante. Penso que se qualquer avaliação resultar em ajuda no esforço de pregar o evangelho em detrimento daquilo que é secundário, já será um progresso e um exemplo a ser seguido.
Com certeza, essas coisas ditas aqui são de um coração apaixonado por igreja local. Que acredita na força e no grande potencial que existe numa igreja que cresce, se fortalece, se prepara, se dispõe e depende de Deus para fazer grandes coisas para Ele. Mais do que pão a quem tem fome, a igreja pode levar a verdade que liberta e transforma, curando as feridas, restaurando vidas e mudando perspectivas; ou mesmo produzindo em quem não as tem . Os desafios são enormes diante da carência do mundo. Sozinho eu sei que não posso fazer muito, mas não posso me acomodar e calar; no mínimo posso continuar a incomodar os acomodados e convidando a todos à reflexão sobre o tamanho do desafio e o que devemos e podemos fazer diante dele. Que Deus nos abençoe e nos use para mudar a realidade de muitos.
Fortaleza 01/06/08 wanderley tome de Freitas – servo do Deus Vivo!
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domingo, 13 de julho de 2008
Pensando no mato.
wanderley tome de freitas - servo do Deus vivo! 19/03/05
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