segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Parábola

Enquanto caminhava pela areia da praia, deixando pra trás rastos de angustias e temores que me atormentavam a alma, pensava no que iria acontecer dali em diante. Viver longe do que eu mais queria na vida era uma tarefa quase que sem sentido. Eu não poderia me imaginar longe, distante, separado daquilo que sempre quis na vida. Onde achar forças para seguir em frente como se fosse um acontecimento banal, sem importância o que me ocorrera? Parei diante de uma enorme pedra e fiquei ali por um longo período; imaginando como ela tinha sido formada, inventada, criada e absorvida pela natureza, ocupando um espaço; importante apenas pelo fato de existir. Naquele momento eu me dobrei diante daquela existência, pois, eu, que questionara tantas vezes o sentido de existir, mesmo com a capacidade de me movimentar, andar, falar, sorrir, chorar, cantar, gritar, correr, comer, pular, nadar, jogar, abraçar, beijar, ver, ouvir... Perdi-me em meus pensamentos e descobri que insignificante não era eu, mas sim minha forma de questionar o significado de minha existência. 04/06/02 Wanderley Tome de Freitas – servo do Deus vivo – wanderleytome@ibest.com.br

2 comentários:

Márcio disse...

Wanderley:
Bela parábola, realmente é a forma como nos vemos que nos faz questionar a importância de "sermos", mas para Deus, até os lírios e os pássaros tem grande valor, quanto mais seus próprios filhos.
Fica na Paz
Márcio Cunha

Anne - Carambeí - PR disse...

Realmente tem dias q nos desvalorizamos tanto, e até esquecemos q somos templos do Espírito Santo e é isso mesmo q este mundo quer né, mas o Senhor nos dá força para superar todas as dificuldades.Deus o abençoe.